sábado, 28 de setembro de 2019

Viagem Brasília-Buenos Aires - 13º Dia (09/04/2019)

Décimo-terceiro dia - Buenos Aires via Buquebus (09/09/2019)


Eu já estava pilhado e de pé às 5 da manhã, mas deixei minha esposa dormir. Comecei a arrumar parte da bagagem. Ela acordou (eu a acordei) às 7 (note-se, em casa geralmente é ela quem me acorda) para tomarmos nosso café e terminarmos de reorganizar as bagagens. De acordo com as instruções do bilhete, nosso Buque sairia para Buenos Aires às 11, então teríamos de estar no local com duas horas de antecedência, para os trâmites de embarque e aduana.


Conseguimos chegar ao porto por volta de 08:45, fomos de fato os primeiros a chegar para o Buque das 11. 


Nem mesmo os balcões de check-in estavam abertos... então complementamos nosso café-da-manhã com duas medialunas (que valeram à pena e estavam melhores que as do hotel que já eram ótimas) e dois cafés espresso.


Enquanto não abria o check-in, fui ajustar alguns detalhes, recalibrar a suspensão traseira da moto para rodar com garupa e bagagem (ainda não havia feito isso), etc. Fizemos os check-ins, os trâmites de imigração, e o embarque seria separado (para entrada, os passageiros dos veículos não entram junto com os condutores). Minha esposa entrou para a sala de espera e eu só a vi uma hora depois, já dentro do navio. Como já havia feito os trâmites da aduana, já me considerava como em território argentino, então colei mais uma bandeirinha na moto:


Enquanto esperava, conheci um grupo de motociclistas brasileiros, do GS22 Adventure Riders (instagram: @gs22advriders), de Santos/SP, viajando com suas esposas na garupa. 


Eles vão até o Oeste argentino (Mendoza, se não me engano). Acabei fazendo parte do stories do Instagram dos caras, e conhecendo o coxinha que eu (normalmente) sou, achei uma BAITA honra a homenagem deles.




Devo dizer, aliás, que o Buque Papa Francisco é uma das embarcações mais bonitas que já vi.

Embarcamos as motos no Buque, foram devidamente amarradas, etc e seguimos nosso caminho.


Bem antes de sair do Brasil, ouvi de vários motociclistas "Mas Bira, você nem vai viajar pela Argentina, só vai pra Buenos, andar de moto lá é horrível, ainda mais em uma moto grande como a sua, o trânsito é um inferno, o Buque é caro demais, bla bla bla, era melhor deixar no Uruguai e atravessar no Buque sem o veículo bla bla bla", Dá licença? Quando visitei (de avião) Buenos Aires há dois anos, estava no Puerto Madero e vi um grupo de motociclistas brasileiros (em suas HDs e BMWs) saindo do Buque. Coloquei aquilo em minha cabeça como sonho, então TÔ REALIZANDO, dá licença? Só gente chata bota areia nas vontades dos outros, especialmente quando essas vontades não fazem mal a ninguém, por mais "bobas" que sejam essas vontades.

Digo mais, o trânsito de Bs As REALMENTE é horrível, os motoristas portenhos não conhecem os conceitos de seta, espelho retrovisor e faixa de rolamento. Onde há espaço para colocar o carro, eles colocam. Pra completar, na saída do Puerto Madero há um monte de obras e o trânsito ali tá um inferno... para piorar mais ainda o calor voltou com força, pegamos 34 graus já em Buenos Aires, no meio do engarrafamento e com a moto bebendo mais que nunca (a média no computador de bordo subiu de 5.9 para 9,8l/100km). O calor nas minhas pernas era insuportável, assim como aquele anda-e-pára-todo.

Quer saber? Tudo é diversão. Fiz o que eu tanto queria que era atravessar o Buque com a MINHA moto, dar um rolezinho em Bs As (nem fiz a "batida" foto no Obelisco), tá valendo (até tomei uma batida na cidade, assunto mais pra frente). Foi caro? Foi cansativo Foi. E daí? VA-LEU. Ao menos para mim, já que eu sempre tive vontade de fazer isso. Programa de índio? Sem dúvida. Recomendaria fazer? Só se você, como eu, sempre teve o DESEJO de atravessar com sua moto no Buque. Se não faz tanta questão quanto eu fiz, aí sim é melhor deixar a moto em Colonia mesmo... kkkkk


Chegando ao Puerto Madero, em Buenos Aires, Argentina


Acabou que chegamos a Buenos Aires às 13:30 (o "Papa Francisco", além de ser um navio lindo, é RÁPIDO). O check-in do apartamento que reservamos no AirBNB era só às 15. Então informamos à nossa anfitriã que chegaríamos na cidade, iríamos almoçar e depois seguiríamos para o apartamento.


Em San Telmo, parada para almoço no Hierbabuena


Levamos exatamente UMA HORA do Puerto Madero até San Telmo, onde almoçamos (dos quais meia hora foi só pra sair do Puerto Madero por causa das obras), e mais 45 minutos para almoçar e outros 45 para chegar ao prédio em Palermo Soho.

A seguir, o vídeo do embarque no Buquebus e o trajeto de Puerto Madero a San Telmo, passando pelo Microcentro de Buenos Aires. O vídeo é em 360, então... assista em tela cheia, e não se esqueça que pode girar a câmera!


Voltando à hospedagem em Palermo Soho: O prédio é simples, mas tem uma lojinha do Carrefour Express do lado (pouca coisa maior que um típico kiosko portenho) e garagem. E, assim como no hotel de Montevideo, a garagem também tem acesso por elevador, he he he. Isso tá sendo um lado bem divertido da viagem já que não é algo que vemos em Brasília (e já ficamos em DOIS locais assim). O apartamento da Carolina (link do AirBnB), nossa anfitriã, é muito bem arrumado, ela fornece toalhas, sabonetes e tudo o necessário para os visitantes. Tem Wi-fi, TV com cabo e Netflix, etc. Totalmente recomendo.



Fachada do prédio, em Palermo Soho

Ficaremos duas noites em Buenos Aires, devo dar uma de teimoso para sair amanhã só para visitar a concessionária da Indian e voltar pro apartamento. Está a 15km daqui,e agora, seis da tarde (enquanto escrevo este) está dando 1h de trânsito, mas como devo pegar contrafluxo de trânsito pela manhã acho que vale tentar. Se for inviável ir de moto, vou de Uber mesmo.

Viagem Brasília-Buenos Aires - 12º Dia (08/04/2019)

Décimo segundo dia - Bodegas Pizzorno (08/04/2019)


Este foi um dos dias reservados a deixar a moto quietinha na garagem. Iríamos visitar as Bodegas Pizzorno e bebida e moto não combinam.


Na van para a bodega

A van nos buscou no hotel pontualmente às 10:00 e por volta de 11:20 (após buscarem todos os demais participantes do passeio em seus respectivos hotéis) chegamos à Bodega, que fica na cidade de Canelón Chico, na província de Canelones. 



Fomos recebido pelos guias Vera e Lúcio, que nos levaram para um tour pelo vinhedo, onde conhecemos o processo de cultivo e colheita do vinho, depois fomos conhecer os tanques de fermentação e a cave (gosto muito de vinhos mas custava a entender a diferença técnica entre um vinho jovem e um vinho reserva. Agora eu pelo menos sei a diferença e em que ocasiões optar por um ou outro). 


Após a cave, era hora da parte mais aguardada do dia... a degustação de vinhos com almoço harmonizado... rsrsrsrs.


A degustação (não vou entrar em muitos detalhes técnicos, este blog é de moto e não de vinhos rsrsr) iniciou com um Sauvignon Blanc, acompanhado de empanadas sensacionais (uma de queijo com espinafre, a outra de carne). Em seguida, um rosé acompanhando a entrada (minha esposa pediu o risoto de cogumelos, eu pedi a salada com salmão defumado e ovo poché). Após a entrada, o prmeiro tinto, um Tannat reserva. Nisto veio o prato principal (ambos pedimos o lomo - filet mignon - com batatas) e a última taça de vinho da degustação (mas não do almoço rsrsrs), um blend de 50% Tannat, 30% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon. Com ele veio a sobremesa (e a possibilidade de repetir os vinhos favoritos rsrsrs) que no meu caso foi um SENSACIONAL (ou como dizem por aqui, exquisito) pudim de leite com coco e dulce de leche uruguaio.


Me perdoem os fãs do dulce de leche argentino, mas o doce de leite uruguaio, não tão conhecido dos brasileiros, é BEM melhor. Alias, tudo o que vem de bovinos no Uruguai é melhor que na Argentina  - não que na Argentina seja ruim, é ótimo e via de regra melhor que no Brasil (salvo nosso querido queijo-de-minas e nosso doce de leite que não se compara ao dos hermanos por ser bem diferente em sabor e textura) - só que a carne e os laticínios uruguaios conseguem ser ainda melhores que os argentinos: a qualidade do pasto influi diretamente na qualidade dos produtos do boi... falaremos mais sobre isso à frente.

Após o passeio entramos na van, doidos para comprar pelo menos uma meia dúzia de vinhos pra levar pra casa, mas de moto, com a bagagem já cheia, não dá.

Voltamos para nosso hotel, descansamos um pouco e saímos para jantar, com o intuito de nos despedirmos dessa cidade sensacional que é Montevideo... fomos ao Garcia, parrillaria próxima ao nosso hotel (fica do outro lado da rua do La Perdiz onde eu havia almoçado no dia de minha chegada à cidade) , onde eu comi simplesmente a melhor carne de toda a minha vida. Um baby beef ao ponto perfeito, acompanhado de sensacional batata assada na brasa com (muita) manteiga e um Tannat RPF (Bodegas Pisano) para fechar.




Dormimos cedo, para amanhã não perdermos a hora para o embarque no Buquebus rumo a Buenos Aires.











Viagem Brasília-Buenos Aires - 11º Dia (07/04/2019)

Décimo primeiro dia - aguardando minha esposa e explorando Montevideo (07/04/2019)


Para este dia (07/04) eu havia marcado a passagem de minha esposa Clarissa para me encontrar em Montevideo. Considerando que ela chegaria apenas por volta de 13:30, isso me deixava com a manhã totalmente livre para explorar a cidade.

Melhor ainda: domingo de manhã, trânsito super tranquilo para rodar mesmo com uma moto do tamanho da minha!

Por meio de uma dica do site QueroViajarMais, por meio de um link no TripAdvisor eu mapeei os pontos e o trajeto do city-tour motociclístico pela capital uruguaia. Nem todos os pontos do artigo foram visitados, apenas os mais próximos da região central, Punta Carretas e Pocitos. No mapa do link apenas o shopping Punta Carretas estava em local errado (colocaram o marcador no meio do oceano rsrsrs) o que pra mim não era problema já que eu estava hospedado a menos de 100 metros do referido shopping, que seria o ponto de partida e término do passeio.

Peraí Bira, em uma cidade antiga e cheia de monumentos como Montevideo um SHOPPING é ponto turístico? É. E tem razões para isso. O fato é que o shopping center foi construído no prédio de uma prisão desativada, prisão esta que durante a ditadura uruguaia (1973-1985) teve como internos uma infinidade de prisioneiros políticos, dentre eles o ex-presidente José "Pepe" Mujica, que fez parte do grupo a conseguir empreender uma fuga em massa no dia 6 de setembro de 1971.

O roteiro do city tour saiu do meu hotel (Regency Golf), passando pelo Shopping Punta Carretas (antigo presídio de Punta Carretas), retornando ao centro antigo da cidade, passando primeiro pelos arredores do Parque Battle (fechado para o tráfego de veículos) e de lá para o Palácio Legislativo. Do Palácio Legislativo segui para a Plaza Independencia, que reúne em seus arredores vários pontos turísticos: além da própria praça (que contém o Mausoléu de Artigas e a Porta da Cidadela, o último pedaço preservado do muro que cercava a cidade antiga), há nos arredores o Museu Torres Garcia (não visível a partir da rua) e o Teatro Solís.


Palacio Legislativo

Mausoleu de Artigas


Plaza de la Independencia


Portal de la Ciudadela

Após passar pelo Teatro Solís, peguei a Rambla sentido Porto, e diferentemente dos outros dias em que trafeguei pelo Uruguai, hoje começaram a aparecer motos maiores nas ruas. Vários motociclistas uruguayos buzinavam e acenavam para aquele brasileño loco viajando solo numa Indian, moto raríssima até no Brasil.

Passei em frente ao Mercado Público (mas não parei lá pela fama de programa "pega-turista" do local) e mais à frente retornei novamente pela Rambla, desta vez no sentido Punta Carretas/Pocitos, até a famosa placa com o nome da cidade com vista para o Rio da Prata.


A placa da cidade na Rambla

Ao chegar no ponto turístico mais fotografado na cidade, conheci um profissional sensacional (o Daniel, instagram: rdroneuy), que por 350 pesos uruguaios (aproximadamente 40 reais) tira três fotos suas usando um drone, em alta resolução (suficiente até para imprimir um quadro de tamanho razoável), e quando ele me mostrou o trabalho feito com outros motociclistas... ah, não resisti!



Recomendo totalmente, não só aos mototuristas (mas também aos "apenas turistas") o trabalho do Daniel. Muito bacana e é uma recordação sensacional para levar da viagem.

Feitas as fotos, no caminho para a Rambla encontrei outro motociclista brasileiro, o Paulo Barros, do Motogrupo Aranhas do Asfalto, de Salvador/BA. Ele estava hospedado na casa de um camarada de um motoclube local. Trocamos umas ideias e como eu tinha agenda pra cumprir segui meu caminho.

Paulo à esquerda, Nico (uruguaio) no centro e eu (sem óculos, sol na cara, tava foda).


Retornei pela Rambla até a rua mais próxima ao meu hotel, guardei a moto na garagem. Descansei um pouco antes de seguir para o aeroporto para pegar minha mulher.

Segue o vídeo do city-tour (lembrando que os nossos vídeos são em 360 graus, você pode girar a câmera durante a exibição, e por isso mesmo são melhor vistos em tela cheia):




O aeroporto de Carrasco é lindíssimo! Fica a aproximadamente 18km de Punta Carretas (tranquilo de se fazer no trânsito de domingo). Motos não pagam estacionamento. 


Uma curiosidade: enquanto boa parte da frota de táxis de Montevideo (especialmente nas partes menos turísticas, nem tanto em Pocitos e Punta Carretas) é composta por Citroens e carros chineses (e alguns Corollas) velhos e caindo aos pedaços, o "táxi padrão aeroporto" em Carrasco é de altíssimo nível: todos Mercedes-Benz classe C Touring (station wagons - salvem as peruas!!!) NOVINHOS.


Táxi padrão aeroporto de Carrasco


Às 13:30 cheguei ao aeroporto e minha esposa saiu da área de desembarque pontualmente às 13:40 (curiosamente o voo atrasou na saída de Brasília mas chegou a MVD aproximadamente 10 minutos adiantado). 


Já não estava mais viajando sozinho!

Levei-a para um tour rápido pela Rambla e fomos almoçar no "La Cocina de Pedro", indicado pelo amigo Fernando "Macacofloripa" do fórum HD (e onde eu havia jantado na noite anterior). Já estávamos há mais de dez dias sem nos ver. A saudade era muita.

Ao chegar ao hotel, guardamos nossas coisas e agendamos para o dia seguinte um passeio em uma "bodega". Nossa intenção (mais minha) era visitar a Bodega Bouza, que além de ser uma bodega de pequeno porte com vários vinhos premiados, tem também uma senhora coleção de carros e motos antigos no local de degustação dos vinhos! Infelizmente não havia vagas para visitação à Bouza até o dia 13 (sem chance, iríamos embora no dia 9, daqui a dois dias) e optamos pelo plano "B", do qual NÃO me arrependemos: fomos conhecer as Bodegas Pizzorno. Mas isso é assunto para o próximo dia...



sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Viagem Brasília-Buenos Aires - 10º dia (06/04/2019)

Décimo dia - voltando para Montevideo (06/04/2019)

Acordei cedo como de costume e tomei meu café da manhã, voltando ao quarto para arrumar as malas (isto é, guardar as poucas coisas que tirei delas). Enquanto estava acomodando as malas na moto, por duas vezes fui abordado por argentinos curiosos que pediram para tirar foto da moto... he he he. Claro que a foto não era "grátis", o "preço" da foto era pelo menos uns dois dedos de prosa (até pra treinar meu español arranhado).

Um pouco mais tarde, quando já havia colocado as malas na moto mas ainda estava por fazer o check-out (cujo limite de horário é 11:00), fui abordado por um gaúcho, na verdade o Nauro, do projeto Expedição Fuscamérica. Ele viaja pelo mundo com sua família em seu Fusca azul ano 1968 , já tendo visitado 16 países a bordo do "besouro". Ele ia fazer uma palestra sobre viagens na cidade aquele dia e foi me convidar, infelizmente já estava de partida para Montevideo e não poderia prestigiar o evento.

Como eu estava meio agoniado com o horário (e com medo de me cobrarem uma diária adicional no hotel) acabei me esquecendo de tirar uma foto com o Nauro, baita figuraça, mas pelo menos, ao sair, parei a moto do lado do Fusca "e meio"(a carretinha é uma traseira de Fusca) e registrei.


Foi um dia sem muitas fotos, e já estava cansado do barulho de vento adicional no capacete por conta da câmera, e nem mesmo filmei o trajeto. Me arrependi, pois ao chegar a Montevideo o GPS me mandou por uma rota muito bacana, passando por vários pontos turísticos famosos da cidade como o monumento San Martín e o portal da Ciudad Vieja. Passei também pelo centro comercial/financeiro da cidade, como era sábado o trânsito estava bem tranquilo e foi possível rodar tranquilamente com a moto pela cidade.

Ao chegar ao hotel Regency Golf, em Punta Carretas (indicado pelo Paulo Barretto, amigo do Fórum HD e meu corretor de seguros), estacionei a moto (detalhe: o acesso de veículos à garagem é por elevador) , tomei um banho e fui comer uma parrilla no La Perdiz, o bar oficial do whisky The Famous Grouse em Montevideo. 


Não queria whisky, tomei uma cerveja artesanal muito boa, acompanhada de mollejas (timo bovino, algo que adoro), devo dizer as mollejas mais perfeitamente preparadas que já comi na vida. 


De lá fui dar uma volta no shopping do bairro (precisava de outra jaqueta simples - não necessariamente de motociclista -  já que a minha só sai da lavanderia segunda-feira à tarde e o clima está bem frio à noite, venta bastante aqui). Esse shopping local, o Punta Carretas, possui uma curiosidade interessante, que mencionarei mais à frente. 

A distância percorrida de moto hoje foi de 190km.

A primeira (e, espero, única) pane: buzina

A moto tem se provado plenamente confiável e sem qualquer surpresa. O único "incidente" ocorrido foi hoje, com a minha buzina (que não é original da moto, é uma buzina a ar da Buffalo Brand que foi instalada pelo proprietário anterior). Ela ficou muda, dá pra ouvir o compressor funcionando mas ela não faz barulho (de vez em quando dá uma louca e ela toca). Como também nunca tive buzina a ar em veículo nenhum, não sabia se esse tipo de peça requer alguma manutenção periódica. (nota: requer manutenção, descobri isso BEM depois - já de volta em casa - e o reparo definitivo foi mais simples e rápido que o temporário que fiz alguns dias depois)

Já havia tido esse problema antes quando tive aquele infeliz episódio do passeio na lama, o qual foi rapidamente resolvido com uma dose generosa de... WD40.

Quando parei no posto para abastecer na metade do caminho entre Colonia e Montevideo, vi que na lojinha de conveniência vendiam essas coisas, então comprei uma lata de desengripante da Wurth e mandei pra dentro da corneta. Na mesma hora voltou a funcionar. Passados alguns quilômetros, parou de funcionar de novo (não que eu tenha PRECISADO buzinar, mas testei bastante a buzina quando não havia ninguém por perto - o que não é raro na Ruta 1). Joguei mais desengripante e chegou a Montevideo ainda funcionando. Me parece que o problema é no mecanismo de diafragma da corneta, pois se tapar a frente da corneta com a mão e apertar a buzina, dá pra sentir a pressão. O ideal seria desmontar a peça e verificar.

Vamos ver se a buzina se mantém funcionando ou se o reparo foi apenas temporário. Considero a possibilidade de, segunda feira, ir em uma loja de autorepuestos e comprar uma buzina comum, tirando fora o compressor dessa aí (está instalado no local da buzina original) para não correr o risco de ficar TOTALMENTE sem buzina na hora que precisar, nesse caso deixo o reparo definitivo da buzina a ar para depois de voltar a Brasília. O fato é que não estou confiando na buzina.

V-Strom 650XT - Breve review após 1500km

 Já se vão alguns meses desde que adquiri minha Suzuki V-Strom 650XT  e em que pese eu não ter rodado tanto assim durante esse tempo, já dá ...