sábado, 28 de setembro de 2019

Viagem Brasília-Buenos Aires - 12º Dia (08/04/2019)

Décimo segundo dia - Bodegas Pizzorno (08/04/2019)


Este foi um dos dias reservados a deixar a moto quietinha na garagem. Iríamos visitar as Bodegas Pizzorno e bebida e moto não combinam.


Na van para a bodega

A van nos buscou no hotel pontualmente às 10:00 e por volta de 11:20 (após buscarem todos os demais participantes do passeio em seus respectivos hotéis) chegamos à Bodega, que fica na cidade de Canelón Chico, na província de Canelones. 



Fomos recebido pelos guias Vera e Lúcio, que nos levaram para um tour pelo vinhedo, onde conhecemos o processo de cultivo e colheita do vinho, depois fomos conhecer os tanques de fermentação e a cave (gosto muito de vinhos mas custava a entender a diferença técnica entre um vinho jovem e um vinho reserva. Agora eu pelo menos sei a diferença e em que ocasiões optar por um ou outro). 


Após a cave, era hora da parte mais aguardada do dia... a degustação de vinhos com almoço harmonizado... rsrsrsrs.


A degustação (não vou entrar em muitos detalhes técnicos, este blog é de moto e não de vinhos rsrsr) iniciou com um Sauvignon Blanc, acompanhado de empanadas sensacionais (uma de queijo com espinafre, a outra de carne). Em seguida, um rosé acompanhando a entrada (minha esposa pediu o risoto de cogumelos, eu pedi a salada com salmão defumado e ovo poché). Após a entrada, o prmeiro tinto, um Tannat reserva. Nisto veio o prato principal (ambos pedimos o lomo - filet mignon - com batatas) e a última taça de vinho da degustação (mas não do almoço rsrsrs), um blend de 50% Tannat, 30% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon. Com ele veio a sobremesa (e a possibilidade de repetir os vinhos favoritos rsrsrs) que no meu caso foi um SENSACIONAL (ou como dizem por aqui, exquisito) pudim de leite com coco e dulce de leche uruguaio.


Me perdoem os fãs do dulce de leche argentino, mas o doce de leite uruguaio, não tão conhecido dos brasileiros, é BEM melhor. Alias, tudo o que vem de bovinos no Uruguai é melhor que na Argentina  - não que na Argentina seja ruim, é ótimo e via de regra melhor que no Brasil (salvo nosso querido queijo-de-minas e nosso doce de leite que não se compara ao dos hermanos por ser bem diferente em sabor e textura) - só que a carne e os laticínios uruguaios conseguem ser ainda melhores que os argentinos: a qualidade do pasto influi diretamente na qualidade dos produtos do boi... falaremos mais sobre isso à frente.

Após o passeio entramos na van, doidos para comprar pelo menos uma meia dúzia de vinhos pra levar pra casa, mas de moto, com a bagagem já cheia, não dá.

Voltamos para nosso hotel, descansamos um pouco e saímos para jantar, com o intuito de nos despedirmos dessa cidade sensacional que é Montevideo... fomos ao Garcia, parrillaria próxima ao nosso hotel (fica do outro lado da rua do La Perdiz onde eu havia almoçado no dia de minha chegada à cidade) , onde eu comi simplesmente a melhor carne de toda a minha vida. Um baby beef ao ponto perfeito, acompanhado de sensacional batata assada na brasa com (muita) manteiga e um Tannat RPF (Bodegas Pisano) para fechar.




Dormimos cedo, para amanhã não perdermos a hora para o embarque no Buquebus rumo a Buenos Aires.











Viagem Brasília-Buenos Aires - 11º Dia (07/04/2019)

Décimo primeiro dia - aguardando minha esposa e explorando Montevideo (07/04/2019)


Para este dia (07/04) eu havia marcado a passagem de minha esposa Clarissa para me encontrar em Montevideo. Considerando que ela chegaria apenas por volta de 13:30, isso me deixava com a manhã totalmente livre para explorar a cidade.

Melhor ainda: domingo de manhã, trânsito super tranquilo para rodar mesmo com uma moto do tamanho da minha!

Por meio de uma dica do site QueroViajarMais, por meio de um link no TripAdvisor eu mapeei os pontos e o trajeto do city-tour motociclístico pela capital uruguaia. Nem todos os pontos do artigo foram visitados, apenas os mais próximos da região central, Punta Carretas e Pocitos. No mapa do link apenas o shopping Punta Carretas estava em local errado (colocaram o marcador no meio do oceano rsrsrs) o que pra mim não era problema já que eu estava hospedado a menos de 100 metros do referido shopping, que seria o ponto de partida e término do passeio.

Peraí Bira, em uma cidade antiga e cheia de monumentos como Montevideo um SHOPPING é ponto turístico? É. E tem razões para isso. O fato é que o shopping center foi construído no prédio de uma prisão desativada, prisão esta que durante a ditadura uruguaia (1973-1985) teve como internos uma infinidade de prisioneiros políticos, dentre eles o ex-presidente José "Pepe" Mujica, que fez parte do grupo a conseguir empreender uma fuga em massa no dia 6 de setembro de 1971.

O roteiro do city tour saiu do meu hotel (Regency Golf), passando pelo Shopping Punta Carretas (antigo presídio de Punta Carretas), retornando ao centro antigo da cidade, passando primeiro pelos arredores do Parque Battle (fechado para o tráfego de veículos) e de lá para o Palácio Legislativo. Do Palácio Legislativo segui para a Plaza Independencia, que reúne em seus arredores vários pontos turísticos: além da própria praça (que contém o Mausoléu de Artigas e a Porta da Cidadela, o último pedaço preservado do muro que cercava a cidade antiga), há nos arredores o Museu Torres Garcia (não visível a partir da rua) e o Teatro Solís.


Palacio Legislativo

Mausoleu de Artigas


Plaza de la Independencia


Portal de la Ciudadela

Após passar pelo Teatro Solís, peguei a Rambla sentido Porto, e diferentemente dos outros dias em que trafeguei pelo Uruguai, hoje começaram a aparecer motos maiores nas ruas. Vários motociclistas uruguayos buzinavam e acenavam para aquele brasileño loco viajando solo numa Indian, moto raríssima até no Brasil.

Passei em frente ao Mercado Público (mas não parei lá pela fama de programa "pega-turista" do local) e mais à frente retornei novamente pela Rambla, desta vez no sentido Punta Carretas/Pocitos, até a famosa placa com o nome da cidade com vista para o Rio da Prata.


A placa da cidade na Rambla

Ao chegar no ponto turístico mais fotografado na cidade, conheci um profissional sensacional (o Daniel, instagram: rdroneuy), que por 350 pesos uruguaios (aproximadamente 40 reais) tira três fotos suas usando um drone, em alta resolução (suficiente até para imprimir um quadro de tamanho razoável), e quando ele me mostrou o trabalho feito com outros motociclistas... ah, não resisti!



Recomendo totalmente, não só aos mototuristas (mas também aos "apenas turistas") o trabalho do Daniel. Muito bacana e é uma recordação sensacional para levar da viagem.

Feitas as fotos, no caminho para a Rambla encontrei outro motociclista brasileiro, o Paulo Barros, do Motogrupo Aranhas do Asfalto, de Salvador/BA. Ele estava hospedado na casa de um camarada de um motoclube local. Trocamos umas ideias e como eu tinha agenda pra cumprir segui meu caminho.

Paulo à esquerda, Nico (uruguaio) no centro e eu (sem óculos, sol na cara, tava foda).


Retornei pela Rambla até a rua mais próxima ao meu hotel, guardei a moto na garagem. Descansei um pouco antes de seguir para o aeroporto para pegar minha mulher.

Segue o vídeo do city-tour (lembrando que os nossos vídeos são em 360 graus, você pode girar a câmera durante a exibição, e por isso mesmo são melhor vistos em tela cheia):




O aeroporto de Carrasco é lindíssimo! Fica a aproximadamente 18km de Punta Carretas (tranquilo de se fazer no trânsito de domingo). Motos não pagam estacionamento. 


Uma curiosidade: enquanto boa parte da frota de táxis de Montevideo (especialmente nas partes menos turísticas, nem tanto em Pocitos e Punta Carretas) é composta por Citroens e carros chineses (e alguns Corollas) velhos e caindo aos pedaços, o "táxi padrão aeroporto" em Carrasco é de altíssimo nível: todos Mercedes-Benz classe C Touring (station wagons - salvem as peruas!!!) NOVINHOS.


Táxi padrão aeroporto de Carrasco


Às 13:30 cheguei ao aeroporto e minha esposa saiu da área de desembarque pontualmente às 13:40 (curiosamente o voo atrasou na saída de Brasília mas chegou a MVD aproximadamente 10 minutos adiantado). 


Já não estava mais viajando sozinho!

Levei-a para um tour rápido pela Rambla e fomos almoçar no "La Cocina de Pedro", indicado pelo amigo Fernando "Macacofloripa" do fórum HD (e onde eu havia jantado na noite anterior). Já estávamos há mais de dez dias sem nos ver. A saudade era muita.

Ao chegar ao hotel, guardamos nossas coisas e agendamos para o dia seguinte um passeio em uma "bodega". Nossa intenção (mais minha) era visitar a Bodega Bouza, que além de ser uma bodega de pequeno porte com vários vinhos premiados, tem também uma senhora coleção de carros e motos antigos no local de degustação dos vinhos! Infelizmente não havia vagas para visitação à Bouza até o dia 13 (sem chance, iríamos embora no dia 9, daqui a dois dias) e optamos pelo plano "B", do qual NÃO me arrependemos: fomos conhecer as Bodegas Pizzorno. Mas isso é assunto para o próximo dia...



sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Viagem Brasília-Buenos Aires - 10º dia (06/04/2019)

Décimo dia - voltando para Montevideo (06/04/2019)

Acordei cedo como de costume e tomei meu café da manhã, voltando ao quarto para arrumar as malas (isto é, guardar as poucas coisas que tirei delas). Enquanto estava acomodando as malas na moto, por duas vezes fui abordado por argentinos curiosos que pediram para tirar foto da moto... he he he. Claro que a foto não era "grátis", o "preço" da foto era pelo menos uns dois dedos de prosa (até pra treinar meu español arranhado).

Um pouco mais tarde, quando já havia colocado as malas na moto mas ainda estava por fazer o check-out (cujo limite de horário é 11:00), fui abordado por um gaúcho, na verdade o Nauro, do projeto Expedição Fuscamérica. Ele viaja pelo mundo com sua família em seu Fusca azul ano 1968 , já tendo visitado 16 países a bordo do "besouro". Ele ia fazer uma palestra sobre viagens na cidade aquele dia e foi me convidar, infelizmente já estava de partida para Montevideo e não poderia prestigiar o evento.

Como eu estava meio agoniado com o horário (e com medo de me cobrarem uma diária adicional no hotel) acabei me esquecendo de tirar uma foto com o Nauro, baita figuraça, mas pelo menos, ao sair, parei a moto do lado do Fusca "e meio"(a carretinha é uma traseira de Fusca) e registrei.


Foi um dia sem muitas fotos, e já estava cansado do barulho de vento adicional no capacete por conta da câmera, e nem mesmo filmei o trajeto. Me arrependi, pois ao chegar a Montevideo o GPS me mandou por uma rota muito bacana, passando por vários pontos turísticos famosos da cidade como o monumento San Martín e o portal da Ciudad Vieja. Passei também pelo centro comercial/financeiro da cidade, como era sábado o trânsito estava bem tranquilo e foi possível rodar tranquilamente com a moto pela cidade.

Ao chegar ao hotel Regency Golf, em Punta Carretas (indicado pelo Paulo Barretto, amigo do Fórum HD e meu corretor de seguros), estacionei a moto (detalhe: o acesso de veículos à garagem é por elevador) , tomei um banho e fui comer uma parrilla no La Perdiz, o bar oficial do whisky The Famous Grouse em Montevideo. 


Não queria whisky, tomei uma cerveja artesanal muito boa, acompanhada de mollejas (timo bovino, algo que adoro), devo dizer as mollejas mais perfeitamente preparadas que já comi na vida. 


De lá fui dar uma volta no shopping do bairro (precisava de outra jaqueta simples - não necessariamente de motociclista -  já que a minha só sai da lavanderia segunda-feira à tarde e o clima está bem frio à noite, venta bastante aqui). Esse shopping local, o Punta Carretas, possui uma curiosidade interessante, que mencionarei mais à frente. 

A distância percorrida de moto hoje foi de 190km.

A primeira (e, espero, única) pane: buzina

A moto tem se provado plenamente confiável e sem qualquer surpresa. O único "incidente" ocorrido foi hoje, com a minha buzina (que não é original da moto, é uma buzina a ar da Buffalo Brand que foi instalada pelo proprietário anterior). Ela ficou muda, dá pra ouvir o compressor funcionando mas ela não faz barulho (de vez em quando dá uma louca e ela toca). Como também nunca tive buzina a ar em veículo nenhum, não sabia se esse tipo de peça requer alguma manutenção periódica. (nota: requer manutenção, descobri isso BEM depois - já de volta em casa - e o reparo definitivo foi mais simples e rápido que o temporário que fiz alguns dias depois)

Já havia tido esse problema antes quando tive aquele infeliz episódio do passeio na lama, o qual foi rapidamente resolvido com uma dose generosa de... WD40.

Quando parei no posto para abastecer na metade do caminho entre Colonia e Montevideo, vi que na lojinha de conveniência vendiam essas coisas, então comprei uma lata de desengripante da Wurth e mandei pra dentro da corneta. Na mesma hora voltou a funcionar. Passados alguns quilômetros, parou de funcionar de novo (não que eu tenha PRECISADO buzinar, mas testei bastante a buzina quando não havia ninguém por perto - o que não é raro na Ruta 1). Joguei mais desengripante e chegou a Montevideo ainda funcionando. Me parece que o problema é no mecanismo de diafragma da corneta, pois se tapar a frente da corneta com a mão e apertar a buzina, dá pra sentir a pressão. O ideal seria desmontar a peça e verificar.

Vamos ver se a buzina se mantém funcionando ou se o reparo foi apenas temporário. Considero a possibilidade de, segunda feira, ir em uma loja de autorepuestos e comprar uma buzina comum, tirando fora o compressor dessa aí (está instalado no local da buzina original) para não correr o risco de ficar TOTALMENTE sem buzina na hora que precisar, nesse caso deixo o reparo definitivo da buzina a ar para depois de voltar a Brasília. O fato é que não estou confiando na buzina.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Viagem Brasília-Buenos Aires - 9º dia (05/04/2019)

Nono dia  - Rumo a Colonia (05/04/2019)

Hoje a moto ganhou mais uma bandeirinha no alforge:


Saí do hotel El Remanso, em Punta del Este, exatamente às 11:11 da manhã, após um café da manhã bem reforçado.


Parei para umas fotografias na escultura Los Dedos e segui viagem rumo a Colonia del Sacramento.


Claro que tive que fazer uma foto para o momento "zoeira" do dia:


Estacionamento exclusivo para ônibus. Estou no lugar certo, então?

O GPS me deu uma "sacaneada" e em vez de me mandar seguir pela Rambla (a rota mais bonita e teoricamente mais rápida), me mandou para o centro da intendencia de Maldonado, onde peguei um trânsito bem carregado até chegar à maravilhosa "Ruta Interbalnearia" (Ruta IB), que liga a capital Montevideo a Punta del Este (nota: eu não precisaria cortar Maldonado para chegar à Ruta IB - era só seguir toda vida pela Rambla - mas como eu não sabia disso ainda, confiei no GPS).

Até então, todas as Rutas (9, 16) que eu havia trafegado pelo Uruguai eram estradas de pista simples, ainda que com pouco movimento e muito bem sinalizadas. Esta é uma verdadeira autoestrada de pista dupla, com limite de velocidade de 90kmh (e 110 em alguns trechos). O visual desta rodovia é sensacional!

Perto do horário de almoço estava chegando a Montevideo. Peguei a movimentadíssima (e com trecho em obras) Avenida Italia e encostei a moto em uma transversal para procurar um lugar para comer.

Não querendo sair muito da minha rota, dentre os vários restaurantes que apareceram, acabei optando por comer empanadas em uma loja da rede Bocatti Empanadas. 


Enquanto sentava no banquinho de praça à frente da loja, para comer e tomar minha Coca-Cola (a Bocatti é uma rede de "empanaderías" que não tem mesas nem balcão, as empanadas são vendidas para viagem, SEMPRE) fiquei batendo um baita papo com os dois motoboys que trabalham lá.

Saindo da Bocatti meu caminho pegou um trecho da famosa Rambla de Montevideo e o GPS me indicou um caminho diferente, passando por alguns trechos de trânsito bem complicado (lembrando que era por volta de 2 da tarde de um dia útil) até chegar à Ruta Nacional 1, com destino a Colonia.

A Ruta 1 também é uma senhora autoestrada de pista dupla e limite de 110km/h (salvo nos trechos de travessia urbana). Porém, é um pouco mais monótona, pois é praticamente um retão interminável, me lembrando muito a BR-050. Porém, não posso reclamar de falta de pontos de apoio. Postos e "paradores" são onipresentes na Ruta 1 (devo dizer até mais que na Interbalnearia, já que nesta todos os postos que encontrei estavam no caminho oposto - isto é, sentido Punta del Este - o que me obrigaria a fazer retorno e perder tempo para utilizar os serviços caso necessário). Há apenas dois trechos sem duplicação na Ruta 1: a travessia de um pequeno vilarejo (do qual não me recordo  o nome agora), algo rápido e indolor, e os 28 km finais até Colonia, devo dizer, um trecho belíssimo com a rodovia ladeada por palmeiras em ambas as margens.


Vale citar: aqui no Uruguai, quase não se vê motos grandes (e quando digo grandes, quero dizer: de 300 cilindradas para cima). Vi apenas duas BMW GS 800 com placa local na estrada, e em Punta vi uma Ducati Diavel. Todas as demais motos grandes que vi eram de brasileiros. Uma coisa importantíssima a mencionar é que no Uruguai, motos não pagam "peaje" (pedágio).

Já perto de Colonia, passei por um motociclista em uma moto custom, eu estava bem rápido e não consegui identificar modelo ou mesmo se a placa era daqui ou brasileira. O carinha estava tirando fotos com um celular em um "pau de selfie", o que me deu a ideia de fazer retratos daquele belo trecho também. Parei um pouco mais à frente e fiz minhas fotos, seguindo para Colonia.


Já no caminho para o hotel, passo em frente a um dos miradores da Rambla e dou de cara com um final de tarde maravilhoso (eram umas 17h15). Parei ali, fiz mais fotos (lógico) e parei um tempo para admirar a vista. Fui abordado por um cidadão local, um senhor (argentino aposentado que mora em Colonia), que estava curioso com a motocicleta e me passou muitas dicas e informações úteis para conhecer a cidade.


Tá difícil decidir qual foi a mais bela imagem da viagem,
mas esta do fim de tarde em Colonia é uma séria candidata ao título

Cheguei ao hotel Costa Colonia por volta de 17h45, fiz o check-in e fui descansar um pouco.

Vídeo do dia (lembre-se que é 360 graus, melhor assistir em tela cheia e você pode girar a imagem):

Mais à noite, resolvi sair para jantar e peguei um táxi para o centro viejo de la ciudad. Todo mundo me alertou que não deveria ir para lá de moto, etc, que o piso de pedras é escorregadio... mas devo dizer, não vi nenhuma diferença para Pirenópolis, onde já estou plenamente habituado a pilotar. Aliás, achei o calçamento melhor, menos ondulado e mais conservado que da cidade histórica goiana. Mas anda assim os alertas me deixaram "cismado" (fora que eu tava querendo beber alguma coisa mesmo) e não tive coragem de passar lá nem mesmo no dia seguinte. Daqui a alguns dias eu volto a Colonia (sim, está nos planos) e arrumo coragem... rsrsrs.

um pouco do centro histórico de Colonia à noite

Também não fiz muito turismo na cidade já que dentro de alguns dias devo voltar aqui, dessa vez com minha esposa na garupa, pois em dois dias ela chega a Montevideo.

Continuando, então saí para jantar e pedi para o motorista do "remis" me deixar em frente à Catedral e de lá escolheria um lugar para ir.

Fui andando em direção a um restaurante que no TripAdvisor me parecia interessante, quando numa transversal vi um barzinho vazio que me chamou a atenção. Era uma cervejaria artesanal que oferecia algumas opções de pratos. Pedi uma cerveja (trouxeram pipoca de cortesia - aliás, em dois postos que abasteci aqui no Uruguai me deram saquinhos de pipoca de brinde, hahahah) e ela me agradou, então resolvi jantar por lá mesmo. Pedi um "chivito al plato" que estava simplesmente sensacional.


Cerveceria Barbot



Chivito al Plato


Pipoca de petisco


Enquanto estava na "cervecería" (deserta na hora que cheguei, mas que rapidamente tornou-se o "point" cidade, pois naquela noite de sexta-feira havia música ao vivo - teve até música do Alexandre Pires em espanhol rsrsrsrs) encontrei um camarada com camisa de motociclista e fui puxar assunto. E não é que o cara era brasileiro e era, adivinha quem? O mesmo que tava na moto tirando fotos na entrada de Colonia. O Nivaldo é de Curitiba e, assim como eu, estava em "vôo solo" em sua Suzuki Boulevard 800. Após um longo papo (sobre motos e viagens, é claro) nos despedimos e cada um seguiu seu caminho.


Tinha que encontrar um irmão motociclista brasileiro no Uruguai pra bater papo sobre motos hahaha

Detalhe, descobri que fiz photobomb na selfie do cara na entrada da cidade (olha a Indian passando na foto dele hahahaha):


A distância total percorrida hoje, no trajeto entre Punta del Este e Colonia del Sacramento, incluído o desvio para almoço em Montevideo, foi de 334km de acordo com os logs do GPS

A gasolina uruguaia


Gasolina aqui no Uruguai é bem mais cara que no Brasil, custando algo em torno de R$ 5,00 o litro. Todavia, é gasolina pura, sem etanol. Esperaria-se uma média de consumo melhor com ela, certo? Errado. De fato, a Indian está bebendo MAIS com a gasolina uruguaia, e estou usando (já no segundo tanque) a premium de 97 octanas. A 95 (pouca coisa mais barata, que coloquei já em Punta) me deixou um pouco encucado pois a moto pipocava muito o escapamento e até mesmo dava para ouvir um barulhinho de batida de pino no final do dia (com o motor mais quente). Com a 97 ela está rodando mais "liso", mas ainda bebe bem: a média de consumo em estrada subiu de 5.8l/100km para 6.1l/100km. Claro, os ventos fortes da região também podem ter colaborado para isso. Ela também está esquentando mais, mesmo em velocidades de autoestrada onde teoricamente o calor do motor não deveria incomodar tanto. Vamos monitorar isso.

V-Strom 650XT - Breve review após 1500km

 Já se vão alguns meses desde que adquiri minha Suzuki V-Strom 650XT  e em que pese eu não ter rodado tanto assim durante esse tempo, já dá ...