quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Viagem Brasília-Buenos Aires - 9º dia (05/04/2019)

Nono dia  - Rumo a Colonia (05/04/2019)

Hoje a moto ganhou mais uma bandeirinha no alforge:


Saí do hotel El Remanso, em Punta del Este, exatamente às 11:11 da manhã, após um café da manhã bem reforçado.


Parei para umas fotografias na escultura Los Dedos e segui viagem rumo a Colonia del Sacramento.


Claro que tive que fazer uma foto para o momento "zoeira" do dia:


Estacionamento exclusivo para ônibus. Estou no lugar certo, então?

O GPS me deu uma "sacaneada" e em vez de me mandar seguir pela Rambla (a rota mais bonita e teoricamente mais rápida), me mandou para o centro da intendencia de Maldonado, onde peguei um trânsito bem carregado até chegar à maravilhosa "Ruta Interbalnearia" (Ruta IB), que liga a capital Montevideo a Punta del Este (nota: eu não precisaria cortar Maldonado para chegar à Ruta IB - era só seguir toda vida pela Rambla - mas como eu não sabia disso ainda, confiei no GPS).

Até então, todas as Rutas (9, 16) que eu havia trafegado pelo Uruguai eram estradas de pista simples, ainda que com pouco movimento e muito bem sinalizadas. Esta é uma verdadeira autoestrada de pista dupla, com limite de velocidade de 90kmh (e 110 em alguns trechos). O visual desta rodovia é sensacional!

Perto do horário de almoço estava chegando a Montevideo. Peguei a movimentadíssima (e com trecho em obras) Avenida Italia e encostei a moto em uma transversal para procurar um lugar para comer.

Não querendo sair muito da minha rota, dentre os vários restaurantes que apareceram, acabei optando por comer empanadas em uma loja da rede Bocatti Empanadas. 


Enquanto sentava no banquinho de praça à frente da loja, para comer e tomar minha Coca-Cola (a Bocatti é uma rede de "empanaderías" que não tem mesas nem balcão, as empanadas são vendidas para viagem, SEMPRE) fiquei batendo um baita papo com os dois motoboys que trabalham lá.

Saindo da Bocatti meu caminho pegou um trecho da famosa Rambla de Montevideo e o GPS me indicou um caminho diferente, passando por alguns trechos de trânsito bem complicado (lembrando que era por volta de 2 da tarde de um dia útil) até chegar à Ruta Nacional 1, com destino a Colonia.

A Ruta 1 também é uma senhora autoestrada de pista dupla e limite de 110km/h (salvo nos trechos de travessia urbana). Porém, é um pouco mais monótona, pois é praticamente um retão interminável, me lembrando muito a BR-050. Porém, não posso reclamar de falta de pontos de apoio. Postos e "paradores" são onipresentes na Ruta 1 (devo dizer até mais que na Interbalnearia, já que nesta todos os postos que encontrei estavam no caminho oposto - isto é, sentido Punta del Este - o que me obrigaria a fazer retorno e perder tempo para utilizar os serviços caso necessário). Há apenas dois trechos sem duplicação na Ruta 1: a travessia de um pequeno vilarejo (do qual não me recordo  o nome agora), algo rápido e indolor, e os 28 km finais até Colonia, devo dizer, um trecho belíssimo com a rodovia ladeada por palmeiras em ambas as margens.


Vale citar: aqui no Uruguai, quase não se vê motos grandes (e quando digo grandes, quero dizer: de 300 cilindradas para cima). Vi apenas duas BMW GS 800 com placa local na estrada, e em Punta vi uma Ducati Diavel. Todas as demais motos grandes que vi eram de brasileiros. Uma coisa importantíssima a mencionar é que no Uruguai, motos não pagam "peaje" (pedágio).

Já perto de Colonia, passei por um motociclista em uma moto custom, eu estava bem rápido e não consegui identificar modelo ou mesmo se a placa era daqui ou brasileira. O carinha estava tirando fotos com um celular em um "pau de selfie", o que me deu a ideia de fazer retratos daquele belo trecho também. Parei um pouco mais à frente e fiz minhas fotos, seguindo para Colonia.


Já no caminho para o hotel, passo em frente a um dos miradores da Rambla e dou de cara com um final de tarde maravilhoso (eram umas 17h15). Parei ali, fiz mais fotos (lógico) e parei um tempo para admirar a vista. Fui abordado por um cidadão local, um senhor (argentino aposentado que mora em Colonia), que estava curioso com a motocicleta e me passou muitas dicas e informações úteis para conhecer a cidade.


Tá difícil decidir qual foi a mais bela imagem da viagem,
mas esta do fim de tarde em Colonia é uma séria candidata ao título

Cheguei ao hotel Costa Colonia por volta de 17h45, fiz o check-in e fui descansar um pouco.

Vídeo do dia (lembre-se que é 360 graus, melhor assistir em tela cheia e você pode girar a imagem):

Mais à noite, resolvi sair para jantar e peguei um táxi para o centro viejo de la ciudad. Todo mundo me alertou que não deveria ir para lá de moto, etc, que o piso de pedras é escorregadio... mas devo dizer, não vi nenhuma diferença para Pirenópolis, onde já estou plenamente habituado a pilotar. Aliás, achei o calçamento melhor, menos ondulado e mais conservado que da cidade histórica goiana. Mas anda assim os alertas me deixaram "cismado" (fora que eu tava querendo beber alguma coisa mesmo) e não tive coragem de passar lá nem mesmo no dia seguinte. Daqui a alguns dias eu volto a Colonia (sim, está nos planos) e arrumo coragem... rsrsrs.

um pouco do centro histórico de Colonia à noite

Também não fiz muito turismo na cidade já que dentro de alguns dias devo voltar aqui, dessa vez com minha esposa na garupa, pois em dois dias ela chega a Montevideo.

Continuando, então saí para jantar e pedi para o motorista do "remis" me deixar em frente à Catedral e de lá escolheria um lugar para ir.

Fui andando em direção a um restaurante que no TripAdvisor me parecia interessante, quando numa transversal vi um barzinho vazio que me chamou a atenção. Era uma cervejaria artesanal que oferecia algumas opções de pratos. Pedi uma cerveja (trouxeram pipoca de cortesia - aliás, em dois postos que abasteci aqui no Uruguai me deram saquinhos de pipoca de brinde, hahahah) e ela me agradou, então resolvi jantar por lá mesmo. Pedi um "chivito al plato" que estava simplesmente sensacional.


Cerveceria Barbot



Chivito al Plato


Pipoca de petisco


Enquanto estava na "cervecería" (deserta na hora que cheguei, mas que rapidamente tornou-se o "point" cidade, pois naquela noite de sexta-feira havia música ao vivo - teve até música do Alexandre Pires em espanhol rsrsrsrs) encontrei um camarada com camisa de motociclista e fui puxar assunto. E não é que o cara era brasileiro e era, adivinha quem? O mesmo que tava na moto tirando fotos na entrada de Colonia. O Nivaldo é de Curitiba e, assim como eu, estava em "vôo solo" em sua Suzuki Boulevard 800. Após um longo papo (sobre motos e viagens, é claro) nos despedimos e cada um seguiu seu caminho.


Tinha que encontrar um irmão motociclista brasileiro no Uruguai pra bater papo sobre motos hahaha

Detalhe, descobri que fiz photobomb na selfie do cara na entrada da cidade (olha a Indian passando na foto dele hahahaha):


A distância total percorrida hoje, no trajeto entre Punta del Este e Colonia del Sacramento, incluído o desvio para almoço em Montevideo, foi de 334km de acordo com os logs do GPS

A gasolina uruguaia


Gasolina aqui no Uruguai é bem mais cara que no Brasil, custando algo em torno de R$ 5,00 o litro. Todavia, é gasolina pura, sem etanol. Esperaria-se uma média de consumo melhor com ela, certo? Errado. De fato, a Indian está bebendo MAIS com a gasolina uruguaia, e estou usando (já no segundo tanque) a premium de 97 octanas. A 95 (pouca coisa mais barata, que coloquei já em Punta) me deixou um pouco encucado pois a moto pipocava muito o escapamento e até mesmo dava para ouvir um barulhinho de batida de pino no final do dia (com o motor mais quente). Com a 97 ela está rodando mais "liso", mas ainda bebe bem: a média de consumo em estrada subiu de 5.8l/100km para 6.1l/100km. Claro, os ventos fortes da região também podem ter colaborado para isso. Ela também está esquentando mais, mesmo em velocidades de autoestrada onde teoricamente o calor do motor não deveria incomodar tanto. Vamos monitorar isso.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Viagem Brasília-Buenos Aires - 8º dia (04/04/2019)

Oitavo dia - Cruzando fronteiras! (04/04/2019)


Sai de Pelotas por volta de 10 horas da manhã.


Fui informado que poderia ter problemas com abastecimento, pois só havia, de acordo com informações, dois postos entre Rio Grande e Chuí. De fato, o primeiro posto é logo após pegar a BR-471, e o seguinte é só perto da entrada da reserva do Taim, a 100km dali. 

Pouco antes da entrada do Taim, parei no posto apenas para comprar uma água, pois meu tanque ainda estava quase cheio.


Parada no posto antes da entrada da reserva do Taim só pra tomar água e usar o banheiro - o tanque estava quase cheio

Só que foram abertos vários postos novos pelo caminho, alguns deles (não conferi) com "paradores" (é o nome que os sulistas dão aos grandes restaurantes de beira de estrada) aparentemente decentes, eu contei um total de SEIS postos nos aproximadamente 280km entre Rio Grande e Chuí (abasteci no quinto deles, quando havia acabado de acender a luz da reserva - eu tinha combustível suficiente para ir até a fronteira e mais um bocadinho se quisesse), sendo que em TODOS os postos que você passa a sinalização indica a distância até o próximo. 

A maior distância entre postos é de 100km (de Rio Grande até o acesso ao Taim). Então, desde que você saia de Pelotas com o tanque cheio (e se tua moto tiver pouca autonomia, abasteça antes da entrada do Taim), não terá problemas. Dá pra fazer até com uma Sportster 48 desde que segure a mão pra conservar combustível (a minha tem autonomia de 300km em média, até 350 andando devagar, então... tranquilo).


Passei pela (maravilhosa) Reserva do Taim.  Sim, o trecho do Taim é lento. Não há radares mas é importantíssimo seguir rigorosamente as leis de trânsito no local, pois há muita travessia de animais silvestres (não vi nenhum atravessando mas vi várias capivarinhas mortas na beira da estrada :-(  ). Esse trecho é lindo , com o visual dos riachinhos beirando a estrada, as revoadas de aves (tuiuiús?) que surgem desde o acesso à BR-471. A baixa velocidade também ajuda a conservar o combustível. Foi o dia mais "econômico" da viagem. Nos demais trechos o computador de bordo marcava uma média de 5,8L/100km, hoje o consumo baixou para 5,1L/100km (quase 20 km/l). Ainda abasteci em um posto um pouco depois da reserva do Taim.

Parei pra abastecer apenas DEPOIS da Reserva do Taim, quase em Chuí

Por volta de 14:00 estava cruzando a fronteira!!!! Parada para fotos (é claro) e segui até a aduana.


A fronteira "física", na avenida principal de Chuí/Chuy

Olha a cara de felicidade do guri!


Segue o vídeo dessa primeira parte do dia (não se esqueça, é 360 graus, então melhor ver em tela cheia):


Os trâmites na aduana foram rápidos e eficientes. Sério, levei menos de 5 MINUTOS para a travessia. Dica: mesmo não sendo obrigatório para viagens ao Mercosul, se você tiver, leve seu passaporte. Primeiro, porque facilita muito o trâmite de "migración", segundo porque você ficará para sempre com o passaporte carimbado como lembrança da sua viagem.


Não tem preço!

Parei um pouco depois para almoçar no primeiro "parador" que vi, já na Ruta 9, onde na verdade o restaurante era um café bem simpático, com comida maravilhosa (provei o choripán e as empanadas), mais uma Pepsi-Cola de 600ml por apenas 270 pesos uruguaios (já incluso serviço). Isso dá aproximadamente 30 reais. Parece muito mas considerando que comida em estrada geralmente é cara...


As estradas uruguaias são verdadeiros tapetes, muito bem sinalizadas, mais até do que estamos acostumados no Brasil. São também muito bem policiadas (por isso, segure a mão, o limite na 9 é de 90 km/h - mantenha-se a 90). Uma curiosidade: pouco depois da aduana, em plena Ruta 9, há uma pista de pouso. Sim, transformaram um trecho da estrada em pista de pouso para emergências. Por motivos óbvios, é proibido (sob qualquer hipótese) parar no local. Ouvi dizer que pelo fato de ser uma pista de pouso, é também um trecho sem limite de velocidade. Mas não arrisquei. 

Aí veio a grande decepção do dia.

TODOS (repito, TODOS) os motoviajantes (não importa o estilo da moto) que vem para cá falam que é pra sair da 9, pegar a 16 perto de Castillos, acessar a Ruta 10 e passar na frente do parque nacional de Cabo Polonio.

Veja bem, Cabo Polonio (o parque nacional) pode até ser uma atração imperdível, mas depois de um dia inteiro de calor (sim, foi outro dia abafado) pilotando eu nunca iria querer desviar da minha rota para caminhar no mato, por mais bonito que fosse. Eu realmente imaginava que desse pra ver alguma coisa já da pista, mas não, o parque é gigantesco, você mal vê o pórtico a partir da Ruta 10. Nem a pau iria fazer esse passeio, já que tudo o que eu queria era chegar a Punta ainda de dia.

Então voltemos: todos os motoviajantes falam: "ruta 9, ruta 16, ruta 10, Cabo Polonio, bla bla bla". Sério mesmo gente? As Rutas 16/10 não tem estrutura (não tem posto, não tem acostamento), é um retão enorme com uma paisagem suuuuuuuuuper sem graça (ao passar na frente de Cabo Polonio a única visão é o pórtico do parque bem ao longe) e, pra completar, logo depois de rodar (sei lá) uns 60km ali, você tem que pegar 15km de estrada de chão para... voltar à Ruta 9!!!!!!!

(nota: quando estava editando os vídeos dei um confere no Google Maps, se eu tivesse seguido mais uns 10-20km à frente teria evitado o barro kkkk - só fui descobrir isso TRÊS MESES DEPOIS DE VOLTAR PRA CASA... kkkkkkkk)

Vídeo da Ruta 9 (sensacional, com a passagem pela pista de pouso de emergência) mais a monotonia das Rutas 16 e 10 (não se esqueça, o vídeo é 360 graus, então é melhor visto em tela cheia):



AAAAHH não. Esses 15 km foram a parte mais cansativa e tensa desde que saí de Brasília. Estava com um medo tremendo de tombar a moto (falaremos disso mais à frente), furar/cortar um pneu e mais: da chuva que estava vindo, o céu estava ficando preto e o calorão havia ido embora. A temperatura baixou algo em torno de 13 graus em pouco mais de 15 minutos (o que não é de todo ruim dado que só passei calor nos últimos dias, eu só não queria ser pego na chuva em uma estrada de chão batido que viraria uma lama batida bem escorregadia).

Sério, desviar pra Cabo Polonio pra não ver nada e pegar 15km de chão de volta até a Ruta 9?


Se chovesse quando eu ainda estava nesse barro batido ia virar um sabão, e tombo(s) seriam inevitáveis

Ruta 16/10? Tô fora. Conselho de amigo? A menos que você faça realmente TOTAL questão de visitar o tal parque de Cabo Polonio (ainda assim te convido a repensar, principalmente se você estiver de cruiser/custom/touring ou naked - o pessoal de big trail ainda é capaz de se divertir) , NÃO vá pela 16/10. Siga reto pela 9, que é uma baita autoestrada (ainda que de pista simples) que vai te economizar tempo e chateação. Esquece a 16/10. Não vale o desvio. Quer mesmo visitar Cabo Polonio? Monte sua base em Punta e contrate um receptivo que te leve de van ou ônibus. Ir de moto é um baita "programa de índio". Não vale o trabalho.

Ruta 16, 10, Cabo Polonio? "vão se foderem!!"

Ainda sobre a sinalização das estradas uruguaias, vale citar que até mesmo essa estrada vicinal sem asfalto era super bem sinalizada, placas e marcos quilométricos não faltavam, só faltava mesmo asfalto.

Depois desse "atraso", peguei novamente a 9 (antes de começar a chover!!!) e quando estava chegando a Rocha começou a pingar. Parei no posto logo na entrada da cidade e vesti minha capa de chuva (detalhe, a calça já está em frangalhos, acho que metade dela já está no escapamento da moto... risos). Segui sob chuva desde Rocha até o acesso a Punta via Mananciales (e foi praticamente o único trecho de chuva forte que peguei em TODA a viagem, fora a saída de Brasília - no resto do tempo, a capa ficou apenas ocupando espaço na minha bagagem). Nesse momento também a temperatura começou a cair... cheguei a pegar 40 graus perto de Chuí(RS), saí da estrada de terra com 30 graus e em poucos minutos o termômetro da moto já marcava 17. 

Aliás, outro fato interessante que notei rodando pelas estradas uruguaias: escolas rurais. São inúmeras, você perde a conta, vê uma a cada 10km em média. E mais, as escolas são super bem conservadas, com brinquedos para as crianças curtirem o recreio, etc. Tudo muito ajeitadinho, nada a ver com as escolas públicas em frangalhos aqui do nosso lado da fronteira. Os uruguaios preferem montar (e manter!) escolas pequenas para atender (que seja) apenas 10 a 15 crianças num raio de 10 km a fazer (como no Brasil) com que as crianças terem que viajar por horas e horas em condições sub-humanas para sentar numa sala de aula em condições precárias. País que investe seriamente em educação é assim. 

Voltando à estrada... confesso que dado o episódio da 16/10, fiquei com um baita receio de pegar essa rota secundária (acesso a Punta por Mananciales) em vez de ir pela rota direta (via San Carlos, que me economizaria uns 8 quilômetros). Mas, nesse caso, vale. Essa estradinha por Mananciales (apesar de não ter um asfalto de tão boa qualidade - mas ainda assim melhor que a média do Centro-Oeste brasileiro) é bem bonitinha e termina de frente para o oceano. Ali, você vira à direita e está praticamente em Punta del Este (já na rambla que corta as várias intendencias - os municípios - da região, desde José Ignacio - que fica à esquerda - até Punta)!

Punta del Este é um balneário, com visual bem opulento (prédios enormes, casas de luxo) e possui inclusive cassinos (nota: os cassinos uruguaios são todos estatais - não sei como são, não visitei nenhum deles). E... está totalmente deserta na baixa temporada (talvez para o fim de semana tenha algum movimento, não sei).

Já dentro da intendencia de La Barra (pouco antes da entrada de Punta propriamente dita), resolvi dar uma paradinha para conferir o GPS. Levantei da moto, virei as costas para esticar um pouco e só ouvi o "cataploft". Sim, amigos. A moto tombou parada. Caiu para a direita. Por sorte um passante me ajudou a tirá-la do chão. Não sei onde estava com a cabeça que , ao parar, nem conferi direito o pezinho e o angulo do guidão. Como não houve quaisquer danos (salvo um arranhão no protetor de alforges - que realmente fez seu papel ali - e na minha reputação, não houve estragos).

Segue o vídeo da terceira parte do dia... com o trecho de off-road entre a 10 e a 9, a chuva em Rocha e a chegada a Punta. Novamente, lembre-se: os vídeos são 360, então são melhores pra ver em tela cheia.




Tentei fazer a foto tradicional em frente aos "Dedos" mas não consegui achar um bom ponto de visada. Não é mais permitido parar na frente, há placas de proibido parar E estacionar em todos os pontos da via em frente à escultura, e existe fiscalização. Ninguém para ali MESMO. Tem um estacionamento do outro lado da rua mas não consegui achar a entrada...risos. Amanhã antes de pegar a estrada eu descubro.


Olha "Los Dedos" lá no fundo, procura que você acha


Chegou a hora de pagar uma bebida de qualidade para aquela que foi minha fiel companheira de viagem desde que saí de Brasília: a moto ganhou um tanque cheio (até porque aquele trecho de offroad foi todo em segunda marcha, comeu gasolina) da mais pura nafta 95 octanos, sem o álcool anidro utilizado na gasolina vendida no Brasil (mas infelizmente ela está acostumada a beber gasolina ruim e não se deu muito bem com a nafta pura - falaremos disso mais à frente).


Pelo jeito ela está acostumada a beber "rabo-de-galo". Não se deu bem com a "nafta" sem álcool

Fiz o check-in no hotel El Remanso e tomei um (merecido) banho de banheira. Depois jantei (no Los Caracoles, bem perto do hotel) e me presenteei com uma garrafa de um excelente Tannat uruguaio (Garzón Reserva 2017), e fui dormir.


A distância percorrida no dia, conforme os logs do GPS, foi de 509km.







quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Viagem Brasília-Buenos Aires - 7º dia (03/04/2019)

Sétimo Dia - Rumo a Pelotas (03/04/2019)


Saí de meu hotel em Gramado por volta de 10 horas da manhã, rumo a Pelotas/RS. No caminho, fiz um desvio em Novo Hamburgo, para visitar um amigo de longa data com quem não falava há tempos: o Luciano Lang, dono da Redneck Garage (oficina especializada Harley-Davidson) naquela cidade (sem fotos).

Saindo de Novo Hamburgo, abasteci a moto para a viagem até Pelotas. Passei por Porto Alegre e um trecho da famosa FreeWay (sem imagens, não estava com a câmera ligada) para então pegar a BR-116 rumo a Pelotas.

A BR-116 entre Guaíba e Pelotas é uma estrada ainda não duplicada (há trechos em que o Exército está trabalhando na duplicação, há outros em que a rodovia duplicada praticamente pronta para o uso foi simplesmente abandonada) e com muito movimento de caminhões devido ao escoamento de produção pelo porto de Rio Grande. Mas devo dizer que mesmo assim esse trecho foi super tranquilo no geral. O asfalto é um verdadeiro tapete (ao menos para os padrões aos quais estou habituado he he he) e pelo que percebi rodando pelas estradas gaúchas, o motorista da região é, no geral, muito civilizado na estrada. Nos 3.000km desde que saí de Brasília, em nenhum momento presenciei ninguém (repito, NINGUÉM) fazendo ultrapassagens perigosas. Não tive UM susto sequer. Claro, em Minas Gerais e Goiás a estrada é quase toda duplicada, mas acostumado a rodar nesses dois Estados, não é raro passar por situações de risco devido a motoristas irresponsáveis.

No caminho, parei pra almoçar nesse "paradouro", a Casa Rural, onde comi um PF "a la minuta" de responsa (que  alimentaria facilmente duas ou três pessoas e me custou apenas R$ 27,00). De fato, levei a "quentinha" pra jantar em Pelotas:


Nas proximidades de Pelotas, encontrei meu amigo Carlos "Chalbuque", do fórum M@D, que me recepcionou e me escoltou até o centro da cidade, onde me hospedei. Fiz o check-in e deixei a bagagem, e fui com ele até a Praia do Laranjal, na Lagoa dos Patos:



De lá, voltei pro hotel, onde tirei o resto do tempo para resolver algumas pendências para a viagem (ex: seguro-viagem internacional), para jantar (a quentinha que sobrou do almoço, lembram?) e descanso para amanhã pegar a estrada novamente.


A distância percorrida no dia, conforme os logs do GPS, foi de 408km.

Segue o vídeo (360 graus) com alguns dos momentos do dia:


Viagem Brasília-Buenos Aires - 6º dia (02/04/2019)

Após uma breve interrupção (tive problemas no meu computador - o que me atrapalhou na parte da edição dos vídeos - não queria postar os relatos sem eles), retornamos à série de relatos de minha viagem pelo Sul, Uruguai e Buenos Aires com a Indian Roadmaster.

Sexto dia - Realizando sonhos (02/04/2019)


Primeiro, vale citar. Encontrei as bandeirinhas adesivas. Então, vamos continuar a colar as bandeirinhas dos locais por onde já andei de moto na vida:


O sexto dia foi o dia de fazer "programa de turista". Após o café da manhã, fui até o Dreamland, o museu de cera que fica junto com o Harley Motor Show. 

O Dreamland não é exatamente uma atração biker mas é deveras interessante. Em que pese algumas das esculturas de cera não parecerem em NADA com seus "modelos", a maior parte delas é, de fato, bem fiel à realidade. A escultura da Marilyn Monroe (ao lado do Elvis) tem até um ventilador sob a saia para fazer o efeito da famosa cena de "O Pecado Mora Ao Lado" ("The Seven Year Itch").



Dentre vários espaços com celebridades, "conheci pessoalmente" Don Vito Corleone:


Assisti a uma apresentação dos Beatles:

E também do Elton John e do Frank:


troquei uma idéia com o Sérgio Reis:


Claro que como ando numa Indian, tinha que prestar reverência ao Touro Sentado:

E ao único dos super-heróis que admiro de fato:


Encontrei a Guinan (fãs de Star Trek entenderão), embora ela estivesse com roupa de outro personagem:


Aprendi um pouco de física relativista com o Albert:

Dei risadas do Mr. Bean:

Fiz uma selfie com a Nicole Kidman:




Mas devo dizer, o meu espaço predileto no Dreamland foi a seção "Indiana Jones". Você é recebido pelo Dr. Henry Jones (pai), passa pelo Indy e vê o guardião do Santo Graal:


Escolha com sabedoria...


Claro, não vou postar todo o acervo do museu... mas é uma curiosidade interessante para os fãs de cinema ou pra quem está com a família. Divertido.

De lá, fui para o "Super Carros", onde fiz um passeio (dirigindo!) uma Porsche Boxster por 15km (tinha uma 911 turbo mas era o dobro do preço kkkk - e câmbio manual num carro desses usando bota de motociclista não ia dar muito certo, ainda mais que há anos não dirijo carro de câmbio manual). 


Foi um sonho realizado que valeu cada centavo (foi caro, para ideia, segue a tabela de preços e carros disponíveis).  Eles deixam você acelerar bem o carro (nota: não passando de 120 km/h), há "zonas de aceleração" no percurso. O câmbio de dupla embreagem (PDK) é sensacional!!! Troca as marchas e você nem percebe, ainda mais quando você está acostumado a câmbio automatizado de embreagem simples como o do meu smart (que dá tranco pra caramba hehehe).

A seguir o vídeo 360 do passeio de Porsche:


E o vídeo "oficial" gravado pela equipe do Super Carros:




Como fiz o passeio de 15 km e comprei o vídeo ainda me ofereceram dar  uma volta adicional (na BMW M4) por apenas 60 reais, mas eu realmente não quis, o trânsito do horário de almoço não deixava "curtir" bem o passeio:


Após o passeio, almocei numa cantina (Per Voi) indicada pelo meu amigo Ivan, de Brasília, onde comi uma massa sensacional acompanhada por um galeto, além, é claro, de um tiramisu per-fei-to de sobremesa. 



De lá, fui ao Hollywood Cars, museu de carros antigos (anos 50 e 60), para fechar a tarde.



Hollywood Cars. Tem algumas HDs lá também.


O restante do dia foi para descansar para amanhã. O destino é Pelotas/RS, a última parada em solo brasileiro antes de cruzar a fronteira.

A distância percorrida no dia, conforme os logs do GPS, foi de apenas 9,8km (sem contar, é claro, os 15km dirigindo a Porsche). 

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Novidades da Indian Motorcycles para 2020

No último domingo, a Indian Motorcycles realizou uma conferência de dealers, para uma pré-apresentação da linha 2020 da marca de Springfield.

V-Strom 650XT - Breve review após 1500km

 Já se vão alguns meses desde que adquiri minha Suzuki V-Strom 650XT  e em que pese eu não ter rodado tanto assim durante esse tempo, já dá ...